Notícia Importante

Amigas e Amigos,

Alguns blogs vem sendo apagados repentinamente pelo Google. Esperamos que isso não aconteça com este blog, pois nossa tarefa aqui é a de oferecer informação e reflexão. Desta forma, como precaução e na perspectiva de continuar a disseminar as vertentes instrumentalizadas em forma de livros, revistas e artigos que existem e promovem o desenvolvimento, recomendamos que insira em seus favoritos nosso endereço paralelo:


Desenvolvimento em questão


Faça os Pedidos e Avisos de Links Quebrados em Comentários no WordPress


Atenciosamente,

Marcos Paulo

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Os Bestializados: O Rio de Janeiro e a República que não foi - José Murilo de Carvalho



Os Bestializados: O Rio de Janeiro e a República que não foi - José Murilo de Carvalho

O Rio de Janeiro – cidade síntese e caixa de ressonância do Brasil - foi o palco da proclamação da República e sua nova ordem. O povo assistia bestializado os acontecimentos, segundo comentários de observadores estrangeiros. Enquanto isso, os atores políticos tentavam descobrir que tipo de modelo seria mais adequado ao nosso país. Os democratas liberais se dividiam em duas vertentes: os que acreditavam no individualismo da democracia formal e os jacobinos, influenciados pela Revolução Francesa, que se preocupavam com a igualdade social, mas não conseguiam resolver o problema da representação através do voto popular. Para eles, a sociedade era uma comunidade orgânica e o ideal era que todos se manifestassem diretamente.
Na visão de Carvalho, importamos um regime político estrangeiro, de cima para baixo, sem a participação popular. Numa adaptação brasileira da democracia norte-americana, o Estado decidiu quem poderia ser considerado cidadão. A exclusão das mulheres, analfabetos, militares e religiosos correspondiam a retirada da cidadania política de 80% da população. Além disso, quem podia votar mantinha-se afastado de qualquer participação no governo: os políticos se macunavam com marginais para garantir sua eleição. "Os representantes do povo não representavam ninguém, os representados não existiam, o ato de votar era uma operação de capangagem." (pg.89) Como consequência disso não havia partidos políticos organizados e legítimos.

Download do livro (zipado): Clique aqui!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe aqui sua crítica, pedido ou sugestão. Obrigado.