Notícia Importante

Amigas e Amigos,

Alguns blogs vem sendo apagados repentinamente pelo Google. Esperamos que isso não aconteça com este blog, pois nossa tarefa aqui é a de oferecer informação e reflexão. Desta forma, como precaução e na perspectiva de continuar a disseminar as vertentes instrumentalizadas em forma de livros, revistas e artigos que existem e promovem o desenvolvimento, recomendamos que insira em seus favoritos nosso endereço paralelo:


Desenvolvimento em questão


Faça os Pedidos e Avisos de Links Quebrados em Comentários no WordPress


Atenciosamente,

Marcos Paulo

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Pós-Neoliberalismo - As Políticas Sociais e o Estado Democrático - Perry Anderson



Pós-Neoliberalismo - As Políticas Sociais e o Estado Democrático - Perry Anderson

O marco de criação do neoliberalismo dada de após a II Guerra Mundial (em 1944), com o texto "O Caminho da Servidão" de Friedrich Hayek. O seu impulso inicial foi basicamente uma reação teórica e política ao Estado intervencionista e de bem-estar (Welfare State). O argumento básico era que o novo igualitarismo (...) deste período, promovido pelo Estado de bem-estar, destruía a liberdade dos cidadãos e a vitalidade da concorrência, da qual dependia a prosperidade de todos? Como uma das raízes da crise capitalista de então era o poder considerado pernicioso dos sindicatos, que haviam desequilibrado as bases de acumulação capitalista, a proposta central deste sistema era manter um Estado forte somente nas questões do controle do dinheiro e do poder dos sindicatos. A partir daí, a meta dos governos deveria ser a estabilidade monetária, alcançada a partir do seguimento de algumas prescrições: disciplina orçamentária, contenção de gastos sociais e manutenção da taxa natural de desemprego. O exemplo mais emblemático de implantação do neoliberalismo é o governo de Tatcher, na Inglaterra. Ele procurou implantar de forma sistemática toda a receita neoliberal. As práticas adotadas incluíram elevação das taxas de juros, redução de impostos sobre os altos rendimentos, abolição de controle sobre fluxos financeiros, desemprego em massa e sufocamento dos movimentos sindicais e grevistas. As demais economias européias mais branda e tardiamente aplicaram esta fórmula. Houve aí um paradoxo, que consistiu no fato de que o modelo acabou sendo implantando por governos de esquerda, especialmente nos países mais ao sul da Europa, onde haviam conseguido chegar ao poder. Isto ocorreu ou porque estes governos foram forçados por mercados financeiros internacionais, ou porque eram coniventes com eles. Nos Estados Unidos, por outro lado, o modelo foi implantado apenas parcialmente, no governo Reagan. Na variante norte-americana, não houve a mesma preocupação com o déficit público. O que se testemunhou, na verdade, foi o seu crescimento, já que havia (e ainda há) uma conta altíssima de gastos militares.

Download do livro: Clique aqui!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe aqui sua crítica, pedido ou sugestão. Obrigado.