sábado, 19 de junho de 2010

Abusado - Caco Barcellos



Abusado - Caco Barcellos

Abusado é um livro-reportagem de Caco Barcellos, uma verdadeira lição sobre a lógica, os meandros e o modus operandi das grandes corporações criminosas que comandam o tráfico de drogas e outras atividades criminosas no Estado. Através da história de Juliano VP (codinome de um conhecido traficante carioca) - sua infância, adolescência, entrada e ascensão no tráfico de drogas na favela Santa Marta (em Botafogo, bairro de classe média) -, temos um retrato histórico da ocupação do morro pelo Comando Vermelho, principal facção criminosa no Estado, e da implantação de sua cruel disciplina.

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Rota 66 - A História da Polícia que Mata - Caco Barcellos



Rota 66 - A História da Polícia que Mata - Caco Barcellos

Brasil, o retrato de 55 mil crimes de morte por ano. Vítimas desarmadas, indefesas, apavoradas com a perseguição policial, amedrontadas com os tiros inconseqüentes disparados e, enfim, mortas, com requintes de crueldade, já que o número dos disparos foi muito além do necessário para o homicídio. É esse cenário que o jornalista Caco Barcellos propõe-se a reconstruir, em Rota 66 - A História da Polícia que Mata.

A Polícia Militar de São Paulo foi responsável por 12 mil mortes inocentes. E, por mais incrível que pareça, 97% das pessoas encarceradas e torturadas brutalmente têm um rendimento inferior a 50 reais.

Foi estimado também, entre (1970 a 1992, data da primeira publicação do livro Rota 66) um saldo de 7.500 vítimas. Atualmente, este é um número de suma importância, que supera o número de soldados brasileiros mortos na Segunda Guerra Mundial (foram 454) e as vítimas da Guerra dos Farrapos (cerca de mil).

Pode se acreditar nisto? Polícia Militar matando pessoas por desconfiar que são bandidos? Sem contar que as vítimas, em geral, são pessoas pobres, negras ou pardas e com nenhum envolvimento com o crime.

O porquê dessas mortes ficou sem explicação até hoje. A época da ditadura foi terrível por tal brutalidade e puro prazer em fazer simples cidadãos morrerem.

Para muitos, a sucessão dos tiros era para fazer sofrer, para o fuzilamento ter um sentido exemplar. Com certeza só podia ser fruto de uma mentalidade doentia e violenta, de policiais que se mostravam indignos da própria farda.

A obra de Caco Barcellos foi de suma importância, esclarecendo às pessoas o que realmente aconteceu com o povo brasileiro diante da ditadura. "Eu gostaria que o livro Rota 66 fosse uma página virada. Infelizmente, eles continuam agindo de forma semelhante. Ainda não é uma página virada", afirma Barcellos.

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sexta-feira, 18 de junho de 2010

Honoráveis Bandidos - Um retrato do Brasil na era Sarney - Palmério Dória



Honoráveis Bandidos - Um retrato do Brasil na era Sarney - Palmério Dória



“Em 2008, o senador José Sarney voltou a ser manchete, principalmente das páginas policiais, quando revelada a organização criminosa da qual seu filho fazia parte. Para não deixar o filho ir para a cadeia, ele teve de disputar no ano seguinte a presidência do Senado. Foi preciso colocar a cara para bater. O poderoso coronel voltou para dar forças aos filhos, para salvá-los”.

Pela primeira vez em livro, um jornalista – Palmério Dória, um veterano do jornalismo investigativo – reconstrói toda a insólita trajetória do ex-governador do Maranhão, ex-presidente da República e atual senador José Sarney. Sua vida, seus negócios, seu destino – presidente da República por acaso – sua família, amigos e correligionários, todos envolvidos numa teia cujos meandros os jornais e revistas revelaram nos últimos meses – sem a riqueza de detalhes e revelações surpreendentes agora contidas em livro.

Obediente às regras do “bom e verdadeiro jornalismo”, Palmério faz um implacável retrato do poderoso coronel de maneira transparente e inteligente. Neste livro o leitor vai saber como Sarney consegue envolver tanta gente na sua teia.

A objetividade, veracidade na descrição de personagens e situações, concisão, originalidade e calor humano fazem da obra uma leitura obrigatória e prazerosa.
“E, para honrar o jornalismo, atualidade absoluta e, ao mesmo tempo, permanência, pois vai girar a roda da história e os pósteros sempre aí beberão em fonte cristalina para conhecer costumes políticos e sociais desta nossa época em que um político brasileiro, metido em escândalos até o pescoço, exerce o poder de fato, acima de qualquer suspeita”, enfatiza Palmério, que fez o livro a quatro mãos com o jornalista e amigo de décadas Mylton Severiano, o Myltainho da revista “Realidade”, dos anos 1960, e da equipe que fundou o “Jornal da Tarde”.

Os dois formaram uma dupla de peso. Enquanto Palmério cuidava da investigação, Mylton fez a pesquisas e reuniu os dados, posteriormente cruzados e checados com rigor.

“Honoráveis Bandidos” contém um caderno especial de 16 páginas com hilariantes charges de nada menos que os irmãos Caruso – Chico e Paulo – sobre o principal ator desta história real. “Sarney sempre esteve na história do Brasil. Não há como descartar o Sarney. Ele sempre foi o mal maior”, responde Palmério Dória ao ser indagado “por que Sarney?”.

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A República Brasileira - Evaldo Vieira




A República Brasileira - Evaldo Vieira

Este livro mostra como o regime militar de 1964 atrofiou o desenvolvimento da sociedade civil e ampliou os aparelhos do Estado? Qual o significado do "milagre econômico" e do fechamento absoluto das instituições democráticas?

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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Imagens e Símbolos - Mircea Eliade



Imagens e Símbolos - Mircea Eliade

Mircea Eliade (1907 - 1986) Nasceu em Bucareste, Romênia. Formou-se em filosofia pela universidade da cidade, em 1928. Depois de formado foi à Índia estudar filosofia oriental e sânscrito, e ficou no país por quatro anos. Antes de voltar a Bucareste, porém, Eliade permaneceu seis meses em retiro espiritual no Himalaia. Além do que aprendeu na Índia, viveu lá um complicado caso de amor com a filha de seu professor de sânscrito. Contou essa história em ´Noites bengalis´ (1933), que lhe garantiu reputação de, senão uma grande revelação, ao menos uma brilhante promessa da literatura romena - o que não cumpriu, mais preocupado com temas filosóficos e sociológicos. Foi adido cultural de embaixadas romenas (Londres e Lisboa) entre 1940 e 1944. No ano seguinte estabeleceu-se em Paris, como professor visitante na Sorbonne. Em 1956 emigrou para os Estados Unidos, onde ficaria até sua morte. Foi professor de história das religiões na Universidade de Chicago. Paralelamente à carreira acadêmica, seguiu pesquisando mitos e religiões, que estudava procurando na enorme variedade de dados os padrões unificadores, universais. Esses padrões, para Eliade, estão relacionados às funções do pensamento e organização religiosa na vida dos indivíduos e sociedades. Com Joseph Campbell, foi a grande autoridade no tema. Entre seus livros mais importantes estão: ´O mito do eterno retorno´ (1949) e ´Uma história das idéias religiosas´ (1978-1985).

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Texto/Contexto II - Anatol Rosenfeld



Texto/Contexto II - Anatol Rosenfeld

Anatol Rosenfeld (1912 - 1973) Dos vários intelectuais judeus que se estabeleceram no Brasil com a ameaça nazista na Europa, Anatol Rosenfeld (nascido em Berlim em 1912) chegou ao país em 1937. Em seus primeiros tempos no Brasil, Rosenfeld foi colono de fazenda e depois mascate, atividades que o puseram em contato com diferentes setores da população. Acabou por fixar-se em São Paulo, onde participou do debate intelectual e acompanhou o movimento teatral brasileiro da década de 1960. Seu domínio do idioma português foi rápido. Em pouco tempo Rosenfeld se tornou colaborador dos jornais ´O Estado de São Paulo´, ´Anhembi´ e ´Correio Paulistano´. Escreveu textos críticos sobre, entre outros, Mário de Andrade, Augusto dos Anjos, Graciliano Ramos, Jorge Amado, Lima Barreto, Osman Lins, Dias Gomes e Plínio Marcos, ensaios reunidos em ´Doze estudos´ (1959). O teatro brasileiro foi tema de ´O mito e o herói no teatro brasileiro´. Suas interpretações da cultura brasileira em ´Negro, macumba e futebol´ foram escritas para uma revista alemã. Escreveu também um curioso livro sobre ´Mistificações literárias´, em que analisa o documento antijudaico conhecido como ´Protocolos dos sábios de Sião´. Anatol Rosenfeld morreu em São Paulo, em 11 de dezembro de 1973.

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terça-feira, 15 de junho de 2010

Educação e Emancipação - Theodor W. Adorno



Educação e Emancipação - Theodor W. Adorno

Educação e Emancipação de Theodor W. Adorno reúne quatro conferências redigidas pelo próprio teórico, além de conversas com Helmut Becker e Gerd Kadelbach, produzidas em parceria com a Divisão de Educação e Cultura do Estado de Hessen cuja série "Questões educacionais da atualidade" foram realizadas no período de 1959 a 1969. Foi para esta mesma rádio, que seis dias de iniciar suas férias em Zermatt e da qual nunca mais regressaria, que Adorno conduziu uma conversa com Helmut Becker, diretor do Instituto de Pesquisas Educacionais da Sociedade Max Planck, em Berlim, intitulada " Educação e Emancipação". Esta seria a última entrevista de uma sequência de debates pedagógicos intitulada "O que significa elaborar o passado, iniciada em 59". Adorno é reconhecido como um dos grandes pensadores comprometidos com o trabalho social e como um forte combatente em uma dupla frente denominada por ele como sendo a um tempo contra a "falsa cultura" e a favor da "cultura" .

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I Congresso Internacional e III Seminário Nacional De Desenvolvimento Regional

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