segunda-feira, 13 de abril de 2009

Leviatã - Thomas Hobbes

No Leviatã, Hobbes (1587-1666) parte do princípio de que os homens são egoístas e que o mundo não satisfaz todas as suas necessidades, defendo por isso que no Estado Natural, sem a existência da sociedade civil, há necessariamente competição entre os homens pela riqueza, segurança e glória. A luta que se segue é a «guerra de todos contra todos», na célebre formulação de Hobbes, em que por isso não pode haver comércio, indústria ou civilização, e em que a vida do homem é «solitária, pobre, suja, brutal e curta.» A luta ocorre porque cada homem persegue racionalmente os seus próprios interesses, sem que o resultado interesse a alguém.

Como é que se pode terminar com esta situação ? A solução não é apelar à moral e à justiça, já que no estado natural estas ideias não fazem sentido. O nosso raciocínio leva-nos a procurar a paz se for possível, e a utilizar todos os meios da guerra se a não conseguirmos. Então como é que a paz é conseguida. Somente por meio de um contrato social. Temos que aceitar abandonar a nossa capacidade de atacar os outros em troca do abandono pelos outros do direito de nos atacarem. Utilizando a razão para aumentar as nossas possibilidades de sobrevivência, encontramos a solução.

Disponível em: http://www.4shared.com/file/98346619/4f6fa9dc/Leviat_-_Thomas_Hobbes.html

Para uma crítica da economia política - Karl Marx

Para uma crítica da economia política - Karl Marx

Contribuição à Crítica da Economia Política (1859) foi o livro de Marx anterior a O Capital (1867). Marx escreveu no prefácio da 1° edição de O Capital que a longa pausa foi devida a uma longa enfermidade.

Disponível em: http://www.4shared.com/file/98343632/dd55e2e4/Para_uma_crtica_da_economia_poltica_-_Karl_Marx.html

A Política - Aristóteles

Política (em grego Πολιτικα, em latim Politica), é um texto do filósofo grego Aristóteles de Estagira. Acredita-se que as reflexões aristotélicas sobre a política originam-se da época em que ele era preceptor de Alexandre. Ao mesmo tempo, Aristóteles compôs para Alexandre duas obras de caráter político que se perderam: Os colonos e Sobre a monarquia.

Na filosofia aristotélica a política é a ciência que tem por objeto a felicidade humana e divide-se em ética (que se preocupa com a felicidade individual do homem na pólis) e na política propriamente dita (que se preocupa com a felicidade coletiva da pólis). O objetivo de Aristóteles com sua Política é justamente investigar as formas de governo e as instituições capazes de assegurar uma vida feliz ao cidadão. Por isso mesmo, a política situa-se no âmbito das ciências práticas, ou seja, as ciências que buscam o conhecimento como meio para ação.

Segundo o filósofo:

"Vemos que toda cidade é uma espécie de comunidade, e toda comunidade se forma com vistas a algum bem, pois todas as ações de todos os homens são praticadas com vistas ao que lhes parece um bem; se todas as comunidades visam a algum bem, é evidente que a mais importante de todas elas e que inclui todas as outras tem mais que todas este objetivo e visa ao mais importante de todos os bens; ela se chama cidade e é a comunidade política" (Pol., 1252a).

Disponível em: http://www.4shared.com/file/98342494/75e11c50/A_poltica_-_Aristteles.html

Macaco homem - Friedrich Engels

Friedrich Engels foi um filósofo alemão que junto com Karl Marx fundou o chamado socialismo científico ou marxismo. Ele foi co-autor de diversas obras com Marx, sendo que a mais conhecida é o Manifesto Comunista. Também ajudou a publicar, após a morte de Marx, os dois últimos volumes de O Capital, principal obra de seu amigo e colaborador.
Neste texto, Engels mostra todo o desenrolar da "evolução(?)" do macaco para o homem, por meio da maior ordem capitalista de uso dos donos dos meios de produção: o trabalho.

Disponível em: http://www.4shared.com/file/98340644/69c27ef8/Macaco_homem_-_Friedrich_Engels.html

Dicionário de Sociologia

A Sociologia explica o que parece óbvio a pessoas que pensam que é simples, mas que não compreendem quão complicado é realmente.
RICHARD OSBORNE

Disponível em: http://www.4shared.com/file/98340197/402a478a/Dicionrio_de_Sociologia.html

domingo, 22 de março de 2009

Dicionário de Ciências Políticas - Bobbio

A política faz parte de nosso cotidiano, não resta dúvida. No significado clássico e moderno a palavra tem sua origem na palavra grega pólis, mais especificamente na palavra politikós, e que em strictu sensu refere-se ao urbano, o que é civil e social, o que é público, ou seja, relaciona-se com a Cidade e a tudo o que lhe diz respeito. A obra de Aristóteles, Política, é a responsável pela difusão do termo. A Política de Aristóteles é considerada o primeiro tratado sobre o Estado. Em toda a estrutura do tratado é esmiuçada como se dá o funcionamento das polis gregas (ou do Estado). Paulatinamente, com o advento deste estudo, estabelece-se por consenso que a palavra seja reconhecida como a nomenclatura de todas as reflexões e significados de tudo aquilo que venha gerar questionamentos ou esclarecer qualquer pauta em função do governo, ou seja, do Estado propriamente dito (mesmo que seja de forma a esclarecer ou questionar o funcionamento deste).
Durante anos o termo designou principalmente o estudo ou obras que fossem direcionadas à compreensão das coisas do Estado. No período compreendido como Idade Moderna, houve uma alteração de sua forma original e o termo mudou para expressões como “Ciência do Estado”, “Doutrina Política”, passando estes termos a significarem a indicação de atividade ou conjunto destas, que de alguma maneira tivessem referência na polis, ou no Estado.
Agora ao Estado é dada a condição de atuar nas condições de Sujeito da situação política, ou seja, ele legisla, pune, outorga, sanciona, congrega, valida e invalida atos com o preceito de direcionar um manancial relevante da população, com sua instrumentação normativa cabe a este sujeito, o Estado, que deve gerar ordenamento adequado ser possuidor e detentor de validade “Erga Omnes”.
Concomitantemente ao quadro anterior, cabe a política também o mérito de inverter a condição apresentada anteriormente, ou seja, o estado passa a ser o objeto das atividades, tais como o desprendimento das razões estatais, a conquista, a derrubada e a defesa deste estado.
Para a perfeita compreensão das relações de poder, o autor do dicionário de política, Norberto Bobbio, consente a existência de duas formas de aplicação do poder. Uma refere-se a relação entre o homem e a natureza e a outra é de um homem para outro homem.
O que se enraizou definitivamente como entendimento da atividade política é a clara ligação de política com o poder. Com o argumento da posse dos meios (ou seja, o detentor de um benefício é amparado pelo interesse próprio e na circunstancial condição de servidão de quem o serve). No texto estudado com o verbete de Norberto Bobbio, fica claro, por meio do simples exemplo citado no referido verbete, que a relação política flui tal qual a relação entre dois sujeitos, cuja forma de comportamento é adequada à vontade imposta de uma das partes o que presume com fulcro, a determinação da relação política construída por ambos (uma vontade mais forte suplanta a mais fraca). O autor empresta a relação política um pequeno traço de relacionamento constituído pela definição do poder como a posse dos meios. A partir da posse dos meios uma segunda relação é notória, todos os envolvidos participam do acúmulo de vantagens e com intuito de alcançar fins em si.
A política é expressa na segunda relação anteriormente citada e (a relação homem x homem), que é escorçada por Norberto Bobbio, podemos entender e estender essa política de diversas formas. Das linguagens políticas que podemos exemplificar na manifestação da forma política podemos ilustrar governo e o povo, os reis e os súditos, a autoridade e a obediência, e etc.
Aristóteles nomeou três formas de poder. Junto ao poder político, figuram ainda o paterno e o despótico. Segundo o filósofo, o poder pode ser legitimado em diversas formas, o paterno legitima-se pelo interesse dos filhos e é justificado pela natureza humana. A justificação do poder despótico é em função de quem é o senhor e do castigo imposto ao escravo pela prática de delitos. O poder político vale-se da vontade mútua ou do consenso geral e existe a partir da recíproca entre o governante o governado. Obviamente, tais posturas quanto ao poder político especificamente estão consideradas em um plano ideal e estão condicionadas (como bem definiu Karl Marx, quando disse “o homem é produto do meio”) ao ambiente em que estiver colocado. Nesta obra, existem mais de 1.300 páginas que caracterizam todas as palavras que circundam nosso viver, impregnado na política, seja ela partidária, social, educacional, etc.

Download do dicionário: http://www.4shared.com/file/62121359/fc78fc3/Norberto_Bobbio_-_Dicionrio_de_Poltica.html?s=1

Trabalho e Educação - Pedro Demo

Trabalho é das expressões humanas mais ambíguas, porque é tão necessário, quanto não pode ser o sentido da vida. É necessário para a sobrevivência, mas sobretudo para a realização das potencialidades das pessoas e sociedades. Mas não pode ser o sentido da vida, porque, sobretudo no capitalismo, é o caminho mais comum da espoliação dos outros. Enquanto alguns poucos vivem e se locupletam com o trabalho dos outros, grandes maiorias trabalham para morrer para sustentar os privilégios alheios. O texto volta-se para a idéia de resgatar os lados mais positivos do trabalho, sem perder o senso crítico. Faz isto porque preocupa-se com a dificuldade que existe entre nós de conferir ao trabalho sentido educativo, em especial quando é produtivo. Em parte, esta visão é mais que natural, porque geralmente trabalho é condição explícita de exploração, pela mais-valia nele gerada. Em parte, porém, esta visão denota postura alienada, porque o trabalho só não é importante para quem vive do trabalho dos outros.

Download do livro completo: http://www.4shared.com/file/94402163/45f3abdb/Educao_e_Trabalho_-_Tentativa_de_ver_o_trabalho_com_bons_olhos_-_Pedro_Demo.html

I Congresso Internacional e III Seminário Nacional De Desenvolvimento Regional

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