quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Deus e o Estado - Mikhail Alexandrovich Bakunin



Deus e o Estado - Mikhail Alexandrovich Bakunin

A origem da religião está no desconhecimento de nossos antepassados do mundo que os cercava, das Leis Naturais. Assim, inteligência, vida, relações e movimentos saem da matéria, passam de serem meras manifestações naturais e tornam-se abstração: Deus.

Criado o plantel de deuses, o Homem não tinha conhecimento que ele próprio o havia criado, e passa assim a temê-lo e a ser seu escravo. Rapidamente, surge uma casta de intermediadores, que aproveitando-se da ignorância e da pobreza reinantes passa a utilizar-se da religiosidade para seu próprio proveito. Tendo os deuses se estabelecido no imaginário coletivo, surge o clero, os inspirados intermediadores da sabedoria dos deuses, ou seja, a autoridade e a hierarquia do conhecimento e da inspiração.

Voltaire disse uma célebre frase: se Deus não existisse, seria preciso inventá-lo. Bakunin, rebate-a: se Deus existisse, seria preciso aboli-lo, afinal, se Deus existe, o homem é escravo; ora, o homem pode, deve ser livre, portanto, Deus não existe. Voltaire, entretanto, não compreendeu que o Deus que ele buscava não era o dos idealistas, e sim o dos materialistas, ou seja, o Estado.

A manipulação dos fiéis permite então a rápida acumulação de poder e propriedades nas mãos da casta dirigente, que passa a utilizar-se desta grandiosidade para buscar por novas formas de conquistar mais poder e fontes de riqueza, e encontra assim a formação do Estado como uma excelente base para administrar e justificar seu poder, fazendo com que em uma via de dupla mão, ambos - Igreja e Estado - beneficiem-se mutuamente do poder para conquistar ainda mais poder e mais recursos para seus dirigentes.

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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

A Cidade Antiga - Fustel de Coulanges



A Cidade Antiga - Fustel de Coulanges

Historiador francês, Fustel de Coulanges nasceu em Paris a 18 de Março de 1830 e morreu em Massy a 12 de Setembro de 1889. Em 1850 matriculou-se na École Normale Supérieure de Paris, transferindo-se em 1853 para a Escola francesa de Atenas.

No livro La cite antique (1864; A cidade antiga), o autor estuda a evolução política e social das antigas Grécia e Roma. Nesta obra o historiador dá singular destaque às crenças religiosas e seu papel ímpar como causa de um processo evolutivo ocorrido tanto em Roma quanto na Grécia.

A Cidade Antiga é escrita de forma linear progressista, forma que vai ao encontro dos conceitos e hipóteses defendidas pelo autor. Na obra há uma clara concepção progressista de história, a sociedade humana está num processo de evolução e desenvolvimento. Assim o autor inicia sua explicação desta evolução a partir das instituições gregas e romanas, instituições resultantes das crenças religiosas destas sociedades. A tese de Fustel centra-se no papel das crenças religiosas para a formação dos diferentes tipos de organização social e instituições políticas de um grupo humano. A partir desta concepção traça-se um paralelo entre o processo histórico de diferentes sociedades com base em uma classificação das crenças religiosas, ou seja, crenças semelhantes resultam em instituições e processo histórico semelhantes.

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Da Monarquia À República - Momentos Decisivos - Emília Viotti da Costa



Da Monarquia À República - Momentos Decisivos - Emília Viotti da Costa

Neste livro, referendado pela historiografia brasileira, Emília Viotti da Costa reuniu ensaios escritos em diferentes momentos, sobre vários temas relativos à história do Brasil. Nasceram eles de uma preocupação que lhes dá unidade- a de entender a fraqueza das instituições democráticas e da ideolgia liberal, assim como a marginalização política, econômica e cultural de grande parte da população brasileira, problemas básicos do Brasil contemporâneo. Fiel à perspectiva segundo a qual dentro das determinações gerais do processo histórico há sempre uma margem relativa de liberdade, a autora procura evitar explicações mecanicistas que apresentam os homens isentos de qualquer responsabilidade, como meras vítimas de forças históricas incontroláveis. Com base nisto, examina o comportamento das elites brasileiras em alguns momentos decisivos da nossa história, apontando os limites que caracterizam a sua formação.

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Bandidos - Eric Hobsbawm



Bandidos - Eric Hobsbawm

A obra “Bandidos” (HOBSBAWM, 1971) influenciou não apenas a historiografia, mas a criminologia latino-americana a partir dos modelos de interpretação, tanto para formas de banditismo individual, como para grupos marginais. A história e outras áreas do conhecimento humano se mostraram bastante influenciadas pelas argumentações do autor, buscando concentrar suas análises nos comportamentos dos bandidos e dos marginais, inserindo-os no seu contexto social e histórico.

A tese de Hobsbawm consiste em dois esquemas fundamentais para o fenômeno: o meio rural enquanto ambiente propício à origem e atuação dos bandos; e a constatação deste meio social como necessariamente pré-capitalista. A sugestão do autor é de que o banditismo social possa ser interpretado mais como um mecanismo de articulação para o protesto social, alicerçado no meio rural, do que apenas tumultos cotidianos,
encarados como criminosos pelo senhor e pelo Estado, mas que continuam a fazer parte da sociedade camponesa, e são considerados por sua gente como heróis, como campeões, vingadores, paladinos da justiça, talvez até mesmo como líderes da libertação e, sempre, como homens a serem ajudados a apoiados. É essa ligação entre o camponês comum e o rebelde, o proscrito e o ladrão que torna o banditismo social interessante e significativo.

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Propaganda - Ideologia e Manipulação - Nélson Jahr Garcia



Propaganda - Ideologia e Manipulação - Nélson Jahr Garcia

Ao assistir à televisão, ler um jornal ou revista, ouvir rádio ou olhar um cartaz de rua, tem-se a atenção despertada para mensagens que convidam a experimentar um determinado produto ou a utilizar algum serviço. São anúncios que pedem para usar um sabonete, fumar cigarros de certa marca, depositar dinheiro numa caderneta de poupança e inúmeros outros. Outras vezes, embora sem se referir especificamente aos produtos ou serviços, os anúncios mencionam uma determinada empresa ou instituição, falam de sua importância para a sociedade, dos empregos que ela propicia ou de sua contribuição para o progresso do país. Procuram, dessa forma, criar uma imagem positiva da entidade para que se a considere com simpatia. Trata-se, em todos esses exemplos, de publicidade, também denominada propaganda comercial.

A propaganda eleitoral, geralmente, é realizada em vésperas de eleições. Suas mensagens, veiculadas pelos meios de comunicação ou divulgadas diretamente através de discursos e apelos pessoais, convidam a votar em determinado candidato, enaltecem suas qualidades positivas e informam sobre as obras que realizou no passado e as que irá fazer no futuro, se eleito.

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domingo, 20 de dezembro de 2009

Direito e Estado no Pensamento de Emanuel Kant - Norberto Bobbio



Direito e Estado no Pensamento de Emanuel Kant - Norberto Bobbio

Esta obra reúne duas figuras centrais do pensamento político dos últimos séculos: um dos maiores especilistas em filosofia política de nossa época, o italiano Norberto Bobbio, e o maior filósofo da Idade Moderna e o que melhor representou o pensamento político dessa fase, o alemão Emanuel Kant. Bobbio realiza uma exposição impecável dos escritos jurídicos e políticos de Kant por meio da brilhante comparação com outras doutrinas jurídicas e políticas - como as dos filósofos Hobbes, Locke e Rousseau, entre outros - sempre evidenciando o conceito de Estado liberal, de que o pensamento de Kant foi mais rigoroso formulador. Um livro que promove um importante debate sobre a cena política contemporânea e que é, principalmente, um incentivo ao entendimento adequado da democracia.

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Era do Capital: 1848 - 1875 - Eric Hobsbawm



Era do Capital: 1848 - 1875 - Eric Hobsbawm

O livro discorre sobre o período entre a "Primavera dos Povos", em 1848, à "Grande Depressão", que teve início nos anos de 1870. É a história do triunfo global do capitalismo e de uma sociedade que acreditava encontrar o sucesso na livre iniciativa privada e na criação de um mundo de distribuição plena do material, da moral e do conhecimento. Surgia assim a sociedade de massas, impulsionada pela noção de "progresso". Como resultado, obteve-se de um lado o avanço maciço da economia do capitalismo industrial, da razão, da ciência e do progresso; de outro, operações militares cuja superioridade organizacional e tecnológica não tinham precedentes na História. As contradições que marcaram o período deram origem à modernidade do século XX. Este livro possibilita uma análise comparativa entre o liberalismo do passado e o neoliberalismo do presente. As imagens que o ilustram permitem ainda compreender os momentos históricos com base em outras fontes documentais.

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I Congresso Internacional e III Seminário Nacional De Desenvolvimento Regional

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